O Castelo de Bran é a fortaleza de pedra do século XIV que os visitantes internacionais mais frequentemente associam ao Drácula de Bram Stoker — embora o registo histórico seja mais interessante do que o marketing. Construído a partir de 1377 pelos saxões de Brașov como posto alfandegário defensivo no desfiladeiro de montanha entre a Transilvânia e a Valáquia, ergue-se sobre um afloramento rochoso de 60 metros acima do desfiladeiro de Bran, a 25 quilómetros a sudoeste de Brașov, no centro da Roménia.
O carácter moderno do castelo deve-se à Rainha Maria da Roménia, que recebeu Bran como presente da cidade de Brașov em 1920 e passou as duas décadas seguintes a transformar a fortaleza medieval num retiro pessoal. As salas estreitas, os tetos pintados e a coleção de arte e mobiliário que hoje se percorrem são obra sua, preservados como museu desde 2009, quando o castelo reabriu como primeiro museu privado da Roménia sob os herdeiros da família real dos Habsburgo.
Os visitantes passam normalmente entre 1,5 e 2 horas no interior, subindo as escadarias medievais através de apartamentos reais, passagens secretas e pátios. A associação ao Drácula é reconhecida numa pequena exposição no subsolo; o restante castelo conta a verdadeira história — uma fortaleza alfandegária transformada em residência real e, posteriormente, em património nacional.